#RETROSPECTIVA: ACONTECEU NA ZAMBÉZIA EM 2017 [INCUMPRIMENTO DE METAS]


São hoje 28 de Dezembro de 2017, portanto, ainda estamos de olho nas realizações dos artistas Zambezianos neste ano já no pico do fim. Mas, diferentemente dos artigos anteriores em que falamos dos factos ocorridos, neste falaremos dos que não ocorreram, embora estivessem na mira dos responsáveis (Artistas, promotores e tal).

Na verdade, em vez de  "Aconteceu Na Zambézia em 2017", o titulo deste artigo, em especial, deveria ser "NÃO ACONTECEU NA ZAMBÉZIA EM 2017". O motivo de acharmos isso centra-se no facto de que algumas coisas não acorreram como os nossos artistas haviam planeado. Podíamos falar de vários, mas vamos aqui falar, apenas, de dois "DESacontecimentos".

Os "DESacontecimentos" referem-se aos dois grandes lançamentos que, no nosso entender, carimbariam o 2017 como sendo "O ANO MAIS BEM SUCEDIDO" da musica Zambézia. Depois que foram anunciados, ficamos ansiosos. Sempre que os artistas envolvidos apareceram em publico, tínhamos esperança de ouvi-los dizer "Já está, é Agora. O Álbum que tanto esperaram já vai estar Disponível para todos". Para a nossa desilusão, ficamos mesmo só na espera e até agora nada. Mas afinal, que lançamentos "DESaconteceram"?

Através de um dos jornais mais lidos em moçambique, O País, os músicos Zambezianos "Valdemiro José" e "Euridse Jeque" fizeram suas promessas e desta forma chamaram a atenção de todos os fãs e admiradores.


A cantora Euridse Jeque, considerada por muitos como sendo a Diva da musica Zambeziana, disse ao Jornal O PAÍS, num artigo publicado a 31 de Março, que o seu primeiro álbum seria lançado até Junho de 2017. Mais adiante, "EJ" disse que o público poderia encontrar no álbum ritmos que são habituais da cantora, o zouk, a kizomba, o RandB, e um ritmo por ela ainda não experimentado, o nhambarro. Depois que o Álbum fosse lançado, a artista programava actuações na Europa.



 Numa outra abordagem,  o musico Valdemiro José, tencionava celebrar os seus 12 Anos de Carreira, em grande, marcando para o efeito, o lançamento do seu Quarto (4º) Álbum. Num artigo publicado pelo jornal O PAÍS, a 19 de Janeiro, "VJ"  dizia que trabalhava na referida obra desde 2016 e anunciou que se retiraria das "Kizombadas", tendo deixado claro que isso não significava que desvaloriza a Kizomba, pelo contrário, elogia o que os actuais artistas vem fazendo, mas assumiu que o ritmo não seria seu forte.




Para além da promessa do Álbum, que ate então ficou só na promessa, chutou na ocasião outra bomba: Pretendia criar uma empresa de agenciamento de artistas, que teria uma gravadora, promoção de eventos, uma editora, entre outras. Sobre o assunto ele disse: 

“Todo aquele que faz arte, terá espaço na minha futura empresa. Quero trabalhar com escritores, artistas plásticos, dançarinos, músicos e todos terão espaço. Há muito talento em Moçambique que deve ser mostrado e encaminhado”, explicou o músico. 

Como dissemos, muita coisa foi-nos prometida, claro que algumas aconteceram, mas outras como estas ficam ainda como promessa. Acreditamos que, os projectos não estão simplesmente parados, temos fé de que as máquinas estão a correr e pensamos que 2018 será  o ano de realização de muitos sonhos. O facto é que não podemos prever o futuro, mesmo com os planos bem traçados, simplesmente as coisas podem não ocorrer como queríamos, o importante é ter Fé, Foco e Coragem!



Por: Isá Gildo
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